domingo, 24 de fevereiro de 2013

"(...) Porque com a Carol não tem meio termo, sabe? Ou fode, ou sai de cima. Ou já é, ou já era. Ou vai, ou raxa. Ou entra de cabeça, ou nem se arrisca. Ela é esse extremismo todo, essa radicalidade singular. Ela é mimada, eu sei. Egoísta quando preciso, mas, com umas boas palmadas, ela fica bem boazinha. Tem um jeito humano tão bonito, tão admirável. Ciumenta e possessiva, isso, eu nem indago mais! Ela é acolhedora, porque precisa se sentir do mesmo jeito. Insegura, medrosa. Baixo astral total! No que diz respeito a ela. Com os outros, ela é um pouco diferente. Está disposta a ajudar, a escutar. Apesar de tagarelar bastante. Tem um bom coração. É de uma pureza invejável. E quando digo pura, não digo santinha, dessas cínicas e enjoadas. Mas é inocente. Não faz por maldade, no sentido de prejudicar ou magoar. É espontânea. Impulsiva em alguns momentos, e isso me irrita! A Carol é uma menina autêntica, e isso, eu admiro demais nela. Fala o que tem que falar. Se for preciso, até briga. Mas, não perde muito o tempo com quem não presta. Está até aprendendo a deixar livre aquilo que gosta, vejam só! E aprende por amar. Porque, se amas, larga. Acredita em amor, em reciprocidade, mas acredita também que nem sempre isso aconteça. E se decepciona. Como eu disse, ela é inocente demais, e acaba se entregando. Persiste quando preciso, abandona quando viável. Acredita não ser merecedora dos amigos que tem, mas veja só que boba! Ela tem os amigos mais condizentes com seu jeito - na realidade, sua falta de jeito! É uma menina ainda. Uma mulher. É a Carol, sabe? Só a Carol."


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