Se tem uma coisa que eu sei fazer bem é beijar. Eu nasci com esse dom de beijar bem, e olha que não é pretensão da minha parte falar isso, porque todos os caras com quem eu fico sempre me dizem isso, por incrível que pareça.
Eu me lembro quando fui beijar pela primeira vez. Eu estava muito nervosa e não sabia o que fazer. Muito menos onde eu deveria colocar as mãos e a língua. Me lembro bem que o menino veio em minha direção, fechou os olhos e colou a boca na minha. Eu nunca achei que meu primeiro beijo seria uma coisa linda, como nos filmes e coisa assim, mas aquele foi um beijo muito estranho. Eu fiquei parada feito uma estatua, com as mãos juntas ao MEU corpo, beliscando o jeans da calça a cada segundo. E o menino, por sua vez, também não me tocou. Não colocou a mão na cintura, pescoço, nuca, cabelo, bunda, nada. Ficou lá paradão, só mexendo a boca e a língua. E que boca, por sinal... Ah, Diego, se te pego te arrebento... Enfim.
O beijo não foi ruim, muito pelo contrário. Foi um dos melhores beijos que eu já ~dei~ até agora. E o mais engraçado, é que todas as minhas amigas que já tinham beijado, me diziam que na hora elas não sabiam o que fazer, que babavam demais, ou mordiam o cara, não moviam os lábios da forma certa e por ai vai. Mas comigo foi diferente. Eu sabia exatamente o que fazer. Isso pode ser a coisa mais clichê e ridícula que vou colocar nesse post, mas parecia que eu tinha sido feita pra beijar aquele menino. Que por sinal eu tinha conhecido naquele mesmo dia.
Quando terminamos o primeiro beijo, o menino ajeitou meus cabelos, olhou-me nos olhos e perguntou “e ai?”. VÉI, NA BOA. E ai? O que se deve responder pra um “e ai?”? Eu dei um sorrisinho torto e perguntei se ele tinha gostado, e ele disse que sim, e que tinha curtido muito. AH, BOM. Pelo menos isso. Depois de mais uns três segundos de um silêncio constrangedor, ele perguntou se podia me beijar outra vez, e antes que eu pudesse responder, a língua dele já estava na minha garganta.
É claro que nem todos os beijos que eu já dei foram ótimo como esse. Teve o lindíssimo Marcus, que tinha piercing na língua e me afogou em baba. Teve “o enfermeira” (sim, o enfermeira, era um maluco vestido de enfermeira), que era lindo e loiro, mas não me beijou, devorou minha boca com quinhentas mordidas. E olha que a lista é longa. Acho que já tive mais experiências ruins de beijo do que boas.
Ah, e sem contar todos os caras que já beijei em barzinhos, que tem gosto de cerveja na boca. É horrível. Parece que a língua se torna uma espécie de esponja, que absorve toda a cerveja e depois começa a expeli-la na hora do beijo.
Por isso que eu digo, cerveja na língua que vai na garganta dos outros é refresco.
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