sexta-feira, 13 de abril de 2012

Super Carolex em: O Assalto A Mão Desarmada

Quatro e quarenta e seis da manhã. Carolex voltava de uma balada com suas amigas, P e R. Carolex caminha aos tropeços. Após quatro doses de tequila, inúmeras garrafinhas de cerveja e alguns goles de vodka, ela se encontrava completamente bêbeda. Ria de qualquer coisa que passasse por ela, e sentia todo seu corpo anestesiado. Chegou a considerar a hipótese de arrancar um de seus dentes para ver se não sentiria dor. Passado o momento de loucura, voltou a rir de si mesma, lembrando que estava com os shorts molhados de cerveja e urina.
Afastou-se um pouco das amigas, passando a caminhar junto à calçada. Em meio ao efeito do álcool e de sua mania de perseguição, olhou para trás e reparou com um homem vinha pedalando uma bicicleta em sua direção. Olhou para as amigas, que agora voltavam a caminhar ao seu lado, e limpando o nariz, alertou sobre a aproximação do homem.
    - R, cuidado ai. O cara de bicicleta vai passar por cima de ti.
Afastaram-se da calçada, e o rapaz aproveitou a oportunidade, parando entre as meninas. Trajava uma camisa branca, bermuda jeans e chinelo de dedo. Exalava um cheiro que era uma mistura de cigarro, maconha e cachaça.
    - Passa o celular ai. Anda, anda. O celular. Eu quero o celular. Passa logo. – atrapalhava-se com a língua ao falar e coçava o nariz o tempo todo.
“Provavelmente mais um drogado querendo grana pra pagar mais droga”, Carolex observava os movimentos do rapaz enquanto uma de suas amigas, P, entregava seu celular para o meliante. Ele segurava o bolso direito da bermuda, dando a entender que tinha algo ali. “Se ele estivesse armado, já chegaria apontando a arma para nós”, deduziu Carolex, que mesmo em meio a sua bebedeira, conseguia se sentir sóbria o suficiente para agir com naturalidade e calma.

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