Olá, tudo bem? VOCÊ ESTÃO PRONTOS, CRIANÇAS???? ~estamos, capitãão!~
OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOH, VIVE NUM ABACAXI, E MORA NO MAR! BOB ESPONJA CALÇA QUADRADA!
Okay, parei de pirar, vamos ao que interessa. Ou pelo menos ao que deveria interessar.
Como todo muito sabe, OU DEVERIA SABER, no Sábado, dia doze de novembro de dois mil e onze, eu viajei. Fui pra Paraty. No começo, quando eu comecei a planejar tudo (na quarta-feira), eu estava muito ansiosa. Queria chegar logo lá, gastar dinheiro, conhecer pessoas e fingir ser gaúcha.
Porque eu tenho essa mania, de sempre que viajo, finjo ser "outra pessoa". MAS ENFIM. Fiquei nessa ansiedade até Sábado, o tão esperado dia.
Eu acordei às cinco e meia da manhã. Meu ~papi~ estava saindo pro trabalho, e eu aproveitei pra me fazer de inocente e tentar descolar uma grana.
Eu: Oi, pai. Bom dia.
Pai: Deus te abençoe, filha. Vai viajar hoje, é?
Eu: Vou né. ~coça a barriga~
Pai: Hmm, se divirta então. ~abre a carteira, pega dinheiro e me dá.~ Aqui, pra você comer um lanche.
Tudo bem que com o dinheiro que ele me deu, eu poderia comprar todos os ingredientes pra fazer um lanche e ainda sobraria dinheiro pra outras coisas, mas enfim.
Depois dessa magnifica conversa, eu fui tomar banho. PENSE NUM BANHO GELADO. Tava frio, chovendo, só pra ajudar... E mesmo assim tomei banho gelado porque precisava acordar de vez. Enquanto eu passava meus bons creme e ajeitava minha crina, eu deixei baixando umas quinhentas músicas que tinham a palavra "paradise", porque eu queria entrar no clima da viagem.
É claro que logo que eu decidi ir à Paraty, eu pesquisei para saber como era a cidade, procurei fotos, sites de restaurantes, pousadas, passeios ou coisas do tipo que eu pudesse fazer por lá, etc etc. Por fotos, a cidade era EXTREMAMENTE linda e eu fiquei super encantada. E esse foi basicamente o fator principal que me levou a viajar.
Saí de casa às seis horas e trinta minutos. Deveria chegar no local onde o ônibus estava às seis e quarenta. Mas cheguei às 06:58. CHEGUEI COM O CU NA MÃO. Achando que o ônibus poderia ter ido embora mais cedo e de que eu teria ficado pra trás. MAS EI QUE O NOSSO BOM SENHOR ETA JESUS MARAVILHOSO CRISTO ME DÁ UMA BENÇÃO. O ônibus ainda estava lá quando eu cheguei. Assim que eu me sentei num dos ~bancos~ um carinha resolveu vir fazer uma aproximação.
Ele: Ei, você não é a menina que estava numa festa onde eu fui garçom?
Eu: ~tira um dos fones de ouvido, ergue as sobrancelhas, tem pensamentos raivosos, xinga o cara mentalmente~ Acho que não.
Ele: É que você parece com a menina. O óculos é igual, ruivinha, carinha de nerd.
Eu: Eu não sou nerd. Nem ruiva.
Ele: É sim. Quem usa esse tipo de óculos é nerd.
Eu: Mas eu não sou.
Ele: Duvido que não. Você tem cara.
Eu: Eu repeti duas vezes. Nerd não repete nunca.
Ele: Mas você não desgruda desse celular. Tem cara de nerd tuiteira, que fica o dia todo tuitando.
Eu: ~força um sorriso e vira o rosto pro lado~
A conversa poderia ter terminado por ai, mas não. O FILHO DA MÃE CONTINUOU TENTANDO PUXAR ASSUNTO COMIGO. Começou a falar que sabia falar inglês, e ficou falando umas coisas que, na boa, NÃO ERA INGLÊS. Tava mais pra chinês aquilo. Daí eu resolvi puxar um assunto em inglês, ele ficou sem graça e começou a falar que dançava, e que tinha um grupo de dança, e eu só tweetando/trocando sms. E o cara não calava a boca nunca. Eu estava com sono, com preguiça e morrendo de dor no tornozelo, porque eu tinha torcido e etc. Daí entramos no ônibus. Esse que era pra sair às sete e saiu às oito e quinze. Corri pra conseguir um lugar na janela. Me ajeitei, coloquei meus fones de ouvido, puxei meu livro de dentro da bolsa e relaxei. ATÉ O MOMENTO EM QUE O VIADINHO DO CARA DO BANCO RESOLVEU SE SENTAR AO MEU LADO. E daí começou o falatório novamente. "Ah, que eu trabalho e blá blá blá. Eu quero uma namorada que me dê valor e blá blá blá. A menina não pode ser fresca, não gosta de comer isso e aquilo, não gosta de ir pra tal lugar e blá blá blá blá." Daí eu já logo saquei o que ele tava querendo. Dei uma risada falsa e comecei a falar. "Eu sou assim. Fresca, sabe? Meu noivo vive me dizendo isso. Não gosto de carne, não gosto muito de praia, não sou de comer muito, não gosto muito das pessoas, não gosto de conversar em ônibus porque passo mal e vomito. Então me deixe ficar na minha."
Isso foi o de menos. Ele ainda tentou me converter ao cristianismo. MAS O MEU SANTO É MAIS PODEROSO.
Acabou que depois desse passa fora, ele virou pro lado e dormiu. E assim eu consegui curtir minha viagem em paz.
Chegamos em Paraty às 12:00, mais ou menos. E logo de cara a decepção bateu. A cidade não era tudo aquilo que eu esperava. Era tipo... Um lugar cheio de casas velhas, as ruas todas feitas de pedras - aquelas antigas, sabe? - pedras traiçoeiras, que toda hora me faziam cair. Ruas cheias de merda de cavalo e... ENFIM. Comecei a andar "pela cidade". Entrei em lojas, comi docinhos da região. Tinha uma bala de cachaça que era DAORA. Eu comi umas cinco. Quando deu duas da tarde, eu resolvi ir comer. Tava um calor infernal, e então, eu acabei comprando um picolé. Fui caminhando pelas ~ruelas~, procurando um restaurantezinho onde eu pudesse comer algo que não fosse camarão ou frutos do mar. ATÉ QUE, vem um cara todo distraído com uma PUTA CÂMERA FOTOGRÁFICA PROFISSIONAL FODASTICA, e esbarra em mim, fazendo com que meu picolé caísse.
Eu: Puta que pariu, mano!
Ele: I'm sorry...
E FOI AI QUE EU ME ~ABRI~. Por ser inglês (o que deu pra perceber logo de cara por causa do sotaque), eu fui "gentil com ele". Disse que não tinha sido nada e TENTEI dar o meu melhor sorriso. Ele perguntou se poderia me pagar outro picolé e eu disse que não precisava. Mas ele insistiu, me puxou pelo braço enquanto pediu desculpas - outra vez - e me levou até o lugar onde vendia picolé. No meio do caminho, nós passamos em frente à um restaurante onde tinha um cara tocando e tal. Música ao vivo. O cara tava tocando Coldplay, e o inglês acabou comentando "eu adoro essa música". E eu disse "Eu também". Era Clocks. Por fim, o inglês parou de frente ao restaurante, fechou os olhos e ficou curtindo a música. Eu não achei estranho e nem disse nada, porque eu também tenho essa "mania". Eu estava quase indo embora, quando ele voltou ao normal e me perguntou se eu estava com fome. E daí nós fomos almoçar no restaurantezinho ao som de Coldplay. O cara, que se chamava Phillip, Fillip, sei lá como se escreve, tinha 25 anos, e estava passando o final de semana em Paraty. Ele tinha um Portunhol PÉSSIMO. Mas ele elogiou meu inglês, disse que pra quem não praticava, ele era muito bom. Nos comunicamos através de linguagem de sinais, portunhol e meu inglês pobre. Ele perguntou como era morar no Rio de Janeiro, como era a sensação de poder "curtir o sol o ano inteiro" e coisas do tipo. Ele me disse que a Inglaterra não era tudo isso que todo mundo costuma pensar, e que ele tem vontade de se mudar. Conversamos sobre um par de coisas que não interessa pra vocês. Trocamos emails, ele pagou o almoço e cada um foi pro seu canto.
Nisso, o tempo fechou. O calorão foi embora, o sol ficou coberto por nuvens "carregadas" e começou a esfriar. Comecei a correr parar comprar as coisas que eu queria, foi quando eu me dei conta de que tinha perdido quase todo meu dinheiro. Entrei em desespero, fui pra um lugar isolado E CHOREI. Sim, eu chorei. Porque fiquei chula da vida por ter perdido meu dinheiro e por outros motivos que não vem ao caso. Acabei comprando umas camisas, umas outras coisinhas e quis vir embora. A viagem de volta foi uma merda. O trânsito estava uma merda. E eu cheguei em casa morta. Tomei banho, respondi as sms "atrasadas" e fui dormir.
Enfim, no final das contas, a única coisa que eu gostei em Paraty foi o sotaque das pessoas.
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